A Amil Participações exerceu a opção de compra, contratada em outubro de 2007, por 100% das cotas da Empresa de Serviços Hospitalares (Esho). O valor da operação foi de R$ 60,1 milhões, dinheiro que vai para o bolso de Edson de Godoy Bueno, atual presidente do conselho de administração e diretor-presidente da Amil, além de fundador do negócio.
O contrato foi fechado pela Amilpar com a Esho na época da abertura de capital e consta no prospecto da oferta na parte "operações com partes relacionadas".
Pelo contrato, a gestão de dois hospitais estava garantida ao grupo Amil por um período de 24 meses. Após esse prazo, a Amil tinha a opção de comprar os hospitais pelo valor patrimonial contábil apurado por auditoria independente; extinguir ou prorrogar o acordo. A decisão pela compra foi tomada pelo Conselho de Administração em 9 de novembro de 2009 e comunicada hoje ao mercado.
No quarto trimestre de 2009, a Amil pagou R$ 36,2 milhões à Esho pelos serviços prestados. No trimestre anterior, foram R$ 47,6 milhões. Os ativos principais que compõem a Esho, atualmente, são os três hospitais que já eram administrados pela Amilpar - CardioTrauma e Mário Lioni, no Rio de Janeiro, e Paulistano, em São Paulo.
O pagamento da compra será feito em 48 parcelas mensais, iguais e sucessivas, corrigidas pelo CDI, sendo que a primeira vence no dia 18 de fevereiro e as demais parcelas no dia 15 de cada mês. A criação da Esho precede a fundação da Amil por Bueno. A empresa foi criada em 1975 para consolidar as aquisições de clínicas e hospitais feitas pelo médico a partir de 1972. Conforme o negócio crescia, em 1978 foi fundada a Amil.
Fonte: Valor Online