Londrina - O crescimento dos planos de saúde, na Região Metropolitana de Londrina (RML) tem chamando a atenção dos conselhos regionais de medicina e odontologia. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), o crescimento na área de odontologia entre setembro de 2008 a setembro de 2009 foi de 25,1% totalizando 27.470 clientes. Nos planos médicos, o crescimento foi ainda maior com 37,6%, que representa 54.200 mil pessoas que aderiram ao sistema complementar de saúde totalizando 198.122 novos clientes.
A coordenadora da macrorregional do Conselho Regional de Odontologia do Paraná (CRO), Lázara Regina de Rezende, explica que a região vive uma explosão na adesão aos planos de saúde como nunca se viu. Conforme ela, os principais motivos são o aumento do poder aquisitivo das classes sociais B e C,que passaram a procurar alternativas ao sistema público de saúde. "Além disso, as pessoas estão se preocupando mais com a saúde bucal e procurando mais esses serviços".
Outro fator apontado pelo diretor regional do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Londrina, Alvaro Luiz de Oliveira, é a inclusão de planos odontológicos no rol de benefícios de empresas. Segundo ele essa característica tem impulsionado os números totais. "O investimento da maioria das operadoras atualmente é para planos empresariais", explicou.
Novas regras
Essa onda de elevação nos planos de saúde é um motivo para profissionais comemorarem, mas a coordenadora da CRO lembrou que ainda é cedo para analisar se ele continuará em ascensão. O principal motivo seria as novas regras definidas pela ANS e publicadas no início do mês de dezembro, que provoca maiores obrigações a quem fornece o serviço. Outra condição ainda não modificada, conforme ela, é a melhor distribuição de atendimento entre os profissionais. Segundo dados do CRO de Londrina existem 1,2 mil dentistas, que é considerado elevado e concentrado nas maiores cidades. "O nosso mercado hoje é saturado ". Ela não acredita que o aumento da demanda define um possível equilibro entre oferta e procura. "O problema é que os profissionais estão muito concentrados em algumas áreas. Falta em cidades menores e sobra em cidades grandes".
Fonte: Jornal de Londrina